Loki e o Parsifall

Um dialogo entre o Loki e Parsifall

Resposta — 28 de outubro de 2016

Resposta

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como um grave que atravessa a música
provocando um arrepio
o primeiro mergulho de primavera num rio
ou tempestade a se formar no horizonte
a violência do mar bravio a noite
tranquilidade d’agua na fonte

aceleração brusca, não esperada
ou frear de reflexo e susto
nada explica a fascinação ou desamparo
as comparações possíveis são vazias
e faltam profundidade
para descrever como seria
uma queda livre no espaço

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Nemo ipsum nihil — 16 de novembro de 2014

Nemo ipsum nihil

sunload

 

Tente todas as palavras,
que conhece, e as imagens
a pintar um quadro,
 E com o esforço
do verbo e do artifício
com anos de rimas mal formadas
Escreva e volte a escrever sem sentido
Use e desgaste suas frases,
Mostre que seu esforço dá em nada
Batalhe com cada verso
Como quem luta contra o Oceano
Por maior que seja a vontade de dizer algo
Ou vencer a maré
Tua composição é indigna como és,
Por mais belo seu intento,
Mostra só desespero leviano
Livre associação — 22 de julho de 2009

Livre associação

rorschach

Do carro e parede e casa
instrumento de porta e de vidro
das dezenas e centos
dos que recomendo
que não penso das folhas rosadas e largas
do rosto perdido na estrada
as cores deixadas pra trás de Vésper herança
perdidas em sorrisos há muito não ouvidos

Do que foi tombado e caído
do rápido
e rijo
das vezes que ela saiu do meu alcance
e das vezes que toque com fora fechada
com ponta de espadas

Reis que caíram na babilônia
das partes que eu não digo
do conflito
o que escondo por medo e meio de dizer

Dispenso como estou, que estou
Disperso e lembrando-se do acontecido
Espesso como caldo de sorvete
Expresso como não é até lá
Peço pra você não entender

And There Was The Silence — 5 de maio de 2009

And There Was The Silence

Voltando a escrever depois de meses parado, não por preguiça nem por vazio, mas devido ao Caos que a vida estava a falta de vontade de dividir experiências, as vezes o que se aprende deve maturar e ganhar peso antes que seja distribuído a esmo.

Plain talking (plain talking)
Take us so far (take us so far)
Broken down cars (broken down cars)
Like strung-out old stars (like strung-out old stars)

Plain talking (plain talking)
Served us so well (served us so well)
Travelled through hell (travelled trough hell)
We know how it felt (we know how it felt)

Lift me up, lift me up
Higher now am I
Lift me up, lift me up
Higher now am I

(Moby – Lift me Up no video remix do Sesto Sento)

Significância,

Todo o que representa perde sentido
O sólido e concreto experimento
Quando confrontado com o modelo
Nada mais dele exigido, em uma palavra
Imperfeito

As colisões e coalizões desse mundo
Como se tivessem direção
Se eu estivesse sentindo
Apagaram-se as caprichosas luzes
Apenas de palavras estar munido

elos ao acaso, eles que casaram
Eu em casa sem ligar pra nada
Sobrepondo imagens que nada dizem
Nemopoesia abstrata é o que penso

Calado tanto tempo por não conseguir dizer palavras ao vento
Calado tanto tempo por não ligar
E não amar ninguém
Requentando sonhos mortos do passado
Significando a incoerências e coisas sem sentido
Fazendo refeições em absintos
Despertando em psicodelias incertas


** E como diria um baladeiro antigo – Vai que vai que vai!

Silêncio Quebrado — 3 de novembro de 2008

Silêncio Quebrado

Som
Quebrado, onde estou?
Sua batida não me ensinou
Do que sou composto

Toda a via
Vida toda contada, em palavras
Por outras bocas cantadas
Entre silêncios e pausas

É assim mesmo,
No guarda chuva, ou na escada
Que leva ao paraíso,
Alucinado em campos de morango
Ou por Vinicius
Meus laços e vícios
Pá, lavra outras, que estão
Pronfundamente guardadas
Grudadas em insconcistências
Coletivos

Na constelação:
Porta do meus sonhos
Que vão ao infinito as vezes calmo
Rebanho bisonho
Em outras como estouros de manada

Omniciência — 7 de outubro de 2008

Omniciência

Parto, de um verso caiado
Ilustres em cores já cansado,
Fazendo em rimas desperdícios
Raros,
encontros de palavras com armistício

Compro omisso, vendo certo
Por poço farto um deserto
Desarte ninguém olha atento
Para ver redemoinho ou palavra vento

Varrendo o chão com turbulência
E quando cai como raio; consciência
Navega plácida por entre escombros,
Toma o que é seu
Ostenta sua vitória ou dá de ombros

Por fim, está aquilo
É que, homem, mito, o que digo
Faz parte do mesmo verso branco
Que não tem fim no quanto findo

Nemopoesia — 19 de junho de 2008

Nemopoesia

Eu lírico,

Vomito serpentes de minha boca,
Escre(a)-vo em preto e branco, cheio de cores
Amarelo-laranja-manga de sabores
Esgar,rasgar,lixar, verbos na lingua

Em ludir palhavras de aço, em semas
Faço haver sentido, que vomito
Ao revés de escreve, iludo, e perceba
como corrente de Pessoas, estou me repetindo

Nonde ele mora, está morta…
– Pô! ética não existe
Vive obscura e eclusada (retomada em galhofas)
Mas o eu vive,
– Das esperanças da fé, que põe maravavilhas críveis,
Em morros arroxeados e férteis
Protegidos das chuvas caóticas do tempo

Caem dardos do passado, recorrentes
Se um fantasma pudesse ser no presente

Deixem nos meus sonhos, aquele vencendor dos extremos
Que se apresentou como ninguém, entre Gigantes

Não, meu nome quero eterno
Não me nomine apesar de certo
Quero apenas:
Nemo