
As portas que se abrem
E quando fecham,
Ruas que correm, e dois sentidos
Subindo e descendo
Acabam indo parar lá
Não moram, se abrigam
Não brigam, discutem
E se assustam com as coisas …
A terra dos sem ninguém
Coragem e ações
[não, não tem
Corações parados também
Falando ao contrário para não serem ouvidos
Pensando que não pensam em nada
Independentes em vôos altos
Prédios preenchidos de silêncio
Sombras um tanto densas
Para se colorir de emoções criadas,
Todas latitudes e longitudes exploradas
Sem explicações convincentes
Todos os pecados cometidos
Em frente ao papa e ao rei vigente
A terra dos sem ninguém
Francos e Crentes
[pobres e dementes
Cada um fraqueja também
Planejando diálogos imaginários
Prevendo o que não vai acontecer
E no final só esperam
Abraços e recompensas
Um leito quente e descanso
Em meio a mar bravio, porto manso
Em meio a solidão um abraço
inspirado em uma música dos Beatles um doce pra quem souber qual