Quero

Quanto vale a aposta?
Eu jogo a minha contra a sua
Mas devo avisar, sou capaz de destilar
Todos os venenos em minha boca
Troco de idéias e pele como de roupa

Mas sem ilusões,
Isso não é sobre castelos ou impérios
Nem dinheiro ou mistérios, sabedoria
Loucura
É mais sobre a desvairada experiência
A unica aventura

Quanto vale sua aposta?
Está tão seguro? É sua certeza?
Eu me apaixono pela desmotivação
E amo o vazio que carrego, por que ele é meu tempo

É claro que meu ritmo é forte
Ele pulsa em bytes e bpms
Minha corrida só desacelera quando quero
Durmo ao som de inconsciência
E vivo no meio do homogêneo

Insanidade é não calvagar
Nas ondas internas, e ver fora o mar
Ou com o mar dentro não perceber
O mundo estranho ondular

Quanto vale a sua aposta?
A minha é só composta de corpo que é letra
De alma que é idéia
E espirito que me motivou a jogar
Sem esperanças de ser maior
Talvez mais intenso, sim
Mas estou vendo

Acabar

3 Responses to “Quero”

  1. ^^ Cada dia me orgulho mais!^^

  2. Adorei a “cadência” desse poema,se você me entende…Tem ritmo…Ou coisa que o valha.

    Invejável como sempre.

    Saudades moço.

  3. não acredito que não tinha lido ainda.

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