Laços e nós, nirmanakaya

Laços

Sapatos preso ao pé
Com um fio passando ao outro
Quatro vezes trançado
Cardaço

A calça agarrada ao corpo
Por tira de couro, caramelada
Uma volta e um quarto
Cinto

Camisa presa ao tronco
Suas partes unidas por rodas
Fechada oito, em duas quadras
Botões

Meu cérebro vê o horizonte
Por lentes espelhadas
Duas naturais e duas compradas
Olhos

Como trato e destrato
Oque venho e conheço, desprezo
É de quádruplo sentir
Humores

A profundidade abarca o mundo
Sua relação dez vezes criada
Em vinte dois caminhos, dividida
Mente

Mas o mistério mais complexo
Está guardado numa caixa
O motor, o propulsor, o proscrito
Que assusta quando para
E não tem discrição quando quer

Está estranhamente enlaçado
(Talvez por um cabo de máquina
quem sabe?)
Ou por uma coisa mais abstrata
A uma matéria volátil e explosiva
Que faz aquilo que quer

3 Responses to “Laços e nós, nirmanakaya”

  1. Então…

    Eu posso estar enganada mais sinto que não preciso dizer nada, às vezes sinto como se vc já soubesse o que penso. Sorrisos e pensamentos abstratos que entendem-se por si só.

  2. Sempre é assim? Para um se unem dois sustentados por quatro…
    124 ou 421?

    Deixa pra lá, nunca fui um bom matemático mesmo…

  3. no início, achei nem fraco e estranho, vindo de você. mas foi crescendo e tornando-se maravilhoso.

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