Laços e nós, nirmanakaya
Laços
Sapatos preso ao pé
Com um fio passando ao outro
Quatro vezes trançado
Cardaço
A calça agarrada ao corpo
Por tira de couro, caramelada
Uma volta e um quarto
Cinto
Camisa presa ao tronco
Suas partes unidas por rodas
Fechada oito, em duas quadras
Botões
Meu cérebro vê o horizonte
Por lentes espelhadas
Duas naturais e duas compradas
Olhos
Como trato e destrato
Oque venho e conheço, desprezo
É de quádruplo sentir
Humores
A profundidade abarca o mundo
Sua relação dez vezes criada
Em vinte dois caminhos, dividida
Mente
Mas o mistério mais complexo
Está guardado numa caixa
O motor, o propulsor, o proscrito
Que assusta quando para
E não tem discrição quando quer
Está estranhamente enlaçado
(Talvez por um cabo de máquina
quem sabe?)
Ou por uma coisa mais abstrata
A uma matéria volátil e explosiva
Que faz aquilo que quer

July 4, 2008 at 3:51 am
Então…
Eu posso estar enganada mais sinto que não preciso dizer nada, às vezes sinto como se vc já soubesse o que penso. Sorrisos e pensamentos abstratos que entendem-se por si só.
July 4, 2008 at 3:25 pm
Sempre é assim? Para um se unem dois sustentados por quatro…
124 ou 421?
Deixa pra lá, nunca fui um bom matemático mesmo…
July 6, 2008 at 6:35 am
no início, achei nem fraco e estranho, vindo de você. mas foi crescendo e tornando-se maravilhoso.