Nemopoesia

Eu lírico,

Vomito serpentes de minha boca,
Escre(a)-vo em preto e branco, cheio de cores
Amarelo-laranja-manga de sabores
Esgar,rasgar,lixar, verbos na lingua

Em ludir palhavras de aço, em semas
Faço haver sentido, que vomito
Ao revés de escreve, iludo, e perceba
como corrente de Pessoas, estou me repetindo

Nonde ele mora, está morta…
– Pô! ética não existe
Vive obscura e eclusada (retomada em galhofas)
Mas o eu vive,
– Das esperanças da fé, que põe maravavilhas críveis,
Em morros arroxeados e férteis
Protegidos das chuvas caóticas do tempo

Caem dardos do passado, recorrentes
Se um fantasma pudesse ser no presente

Deixem nos meus sonhos, aquele vencendor dos extremos
Que se apresentou como ninguém, entre Gigantes

Não, meu nome quero eterno
Não me nomine apesar de certo
Quero apenas:
Nemo

4 Responses to “Nemopoesia”

  1. P. Sherman, 42 Wallaby Way, Sydney…

  2. neeeeeeeemooooo sailiiiiiiing ooooooooooooooonnn

    gostei desse poema. gostei de verdade.

  3. “Why are you so far away,” she said…

    Eu adorei esse teu poema. Genial.

  4. Quanta mina GORDA, mr. Nenhum/ninguém(Ulisses?) por que, querendo dizer e não dizendo nada, de novo?, niente, que “beleza”, aliás dizendo pra si próprio, sim, “bonito”.

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